Home > Visitar > Núcleo Museológico do Lagar de Azeite de Póvoa de Penela
Voltar

Núcleo Museológico do Lagar de Azeite de Póvoa de Penela

Em Póvoa de Penela existiam 3 azenhas, mas esta foi a única preservada, sendo uma memória viva de costumes e práticas económicas relevantes nesta região, em particular das tradicionais técnicas de elaboração do azeite. Pertencente à família Marçal, o lagar era usado por todos mediante o pagamento de uma importância em azeite – maquia. Na década de setenta, o lagar deixou de laborar por completo e em Setembro de 2001 volta a estar ao serviço da comunidade, tendo sido doado à Junta de Freguesia. Após a sua recuperação ficou garantida a preservação da memória de um modus vivendi às gerações vindouras, numa região abundante em azeite. Encontram-se assim perpetuados no tempo os mecanismos de laboração do azeite que utilizavam apenas a força motriz dos animais para mover as mós e a dos homens para mover a prensa de parafuso. O ciclo do azeite iniciava-se nos olivais, com a sua colheita das oliveiras. Após a apanha da azeitona esta dava entrada no lagar e passava à fase da moagem, onde o fruto era deitado no moinho e pela força das mós, movidas por dois bois, era triturado e transformado em massa. Passava-se para a fase da prensagem e colocava-se na massa dentro de ceiras onde depois era sujeita à pressão da prensa de parafuso e também sujeita às “caldas” (derrame de água a ferver), para assim se ir libertando o azeite da massa – a decantação. A oliveira (oleo europea), o seu fruto e sobretudo o seu sumo, az-zait, tiveram uma grande importância, a uma escala mundial, ao longo de vários séculos, influenciando decisivamente a sua cultura e, em particular, a sua dieta. O moinho é constituido por um pio de pedra com duas mós de pedra cilíndricas (ou galgas) e com um cambão (trave) apenso a elas, ao qual se prendia a junta de bois que o fazia mover num movimento de rotação. Este Núcleo Museológico é uma mais uma unidade que preserva as memórias e os saberes ancestrais de todo um povo que com trabalho, esforço e muita humildade, moldou este território entre a Beira e o Douro.
Para visitar deve ser contactada a Junta de Freguesia através do número 254 549 276.